“Não entendo por que há tanto temor à venda direta”, diz presidente do Sindaçúcar-PE

Em entrevista ao novaCana.com, Renato Cunha comenta as mudanças na cota para importação de etanol, a abertura do mercado dos EUA para o açúcar brasileiro e a venda direta do biocombustível aos postos




Em meio a polêmicas envolvendo a cota livre de impostos para o etanol importado e a liberação da venda direta do biocombustível das usinas para os postos, o setor sucroenergético do Nordeste demonstrou ao longo de 2019 que tem força política e que é capaz de levar seus pleitos adiante.

Ao mesmo tempo, o grupo encontrou dificuldades e precisou fazer concessões. A principal delas envolve o aumento da cota para importação de etanol livre de impostos. Em setembro, o volume anual subiu de 600 milhões para 750 milhões de litros, uma medida contrária ao que vinha sendo reivindicado pelo setor.

“A isenção de imposto em uma cota de 600 milhões de litros por ano era uma transição para a volta da tarifa de 20% – algo que a nossa região nunca havia concordado em isentar”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. “Os produtores de São Paulo propuseram essa modalidade sob a perspectiva, teórica e voluntariosa, da criação de um extraordinário mercado internacional. O Brasil iria dominar o mercado mundial de etanol, batendo os níveis de produção norte-americanos e de quem quer que fosse”.

Embora as usinas e os políticos da região tenham tentado revogar a medida, foi encontrado um meio termo com a mudança no volume autorizado por trimestre – que redistribuiu a oferta de acordo com a safra nordestina – e a restrição para que apenas produtores cadastrados na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) possam adquirir o biocombustível importado livre de impostos.

Em entrevista ao novaCana, Cunha – que também é presidente executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bionergia (Novabio) – relembra as negociações e comenta o atual momento do mercado para as usinas nordestinas.


Fonte: Nova Cana


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